Política

Senado articula barrar indicação de Mendonça para o STF

154Leituras

Ganham força, desde o fim da semana, as articulações em Brasília para impedir a nomeação de André Mendonça ao Supremo.

Elas visam a fritar no Senado o ex-advogado-Geral da União, de modo a criar condições políticas à indicação presidencial de um novo candidato à vaga aberta no tribunal.

Davi Alcolumbre, ao se recusar a pautar a sabatina de Mendonça, é o senador que mais se expõe publicamente nessa operação. O presidente da CCJ, contudo, tem o apoio de uma coalizão política e jurídica ampla.

Ela inclui chefes do centrão, o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Frederick Wassef.

Desde janeiro, esse grupo, que até hoje não perdeu uma disputa de poder em Brasília, optou pelo presidente do STJ, Humberto Martins. Como plano B, a depender do cenário, havia Augusto Aras.

Bolsonaro, porém, indicou Mendonça – sem compromisso de trabalhar com afinco pelo nome dele no Senado.

Esse contexto e a correlação de forças em ação para emplacar o próximo ministro do Supremo ajudam a explicar os obstáculos de Mendonça e a demora já desgastante para que o nome dele seja sabatinado.

Demonstram, ainda, a força da articulação para que o substituto de tenha o mesmo perfil de Kassio.

Na terça à noite, logo após a recondução de à PGR, alguns dos principais adversários de Mendonça conversaram e concluíram que a estratégia de isolar politicamente o indicado está funcionando.

Eles avaliaram que Mendonça, como previsto, cometeu erros ao tentar articular sua sabatina. O ex-AGU sondou aliados acerca da possibilidade de obter uma liminar no Supremo que obrigasse Alcolumbre a marcar o debate do seu nome. Buscou apoio entre integrantes da CCJ para forçar o senador a pautar a sabatina.

Leia também

E, por fim, mandou dizer, por interlocutores, que o Planalto retaliaria seus adversários. Pegou mal.

Ainda na noite de terça, as conversas entre os envolvidos multiplicaram-se. Os demais candidatos, açulados por Wassef e seus aliados, voltaram a se posicionar.

Receberam um recado simples, ainda no começo da semana e reforçado desde então: Mendonça não será sabatinado e o presidente, cedo ou tarde, terá condições políticas de encaminhar um novo nome ao Senado – um nome que demonstre lealdade inequívoca a uma família em guerra com o Supremo.

Entre as promessas dos articuladores e a realidade política no Senado há uma distância. Caso Alcolumbre ponha em votação o nome de Mendonça, prevalece a tendência de que ele, ao cabo, seja aprovado em plenário.

Mas, se o presidente da CCJ mantiver a palavra, o plano pode vingar. Politicamente, o tempo é inimigo de Mendonça.

Humberto Martins e Aras seguem como candidatos fortes, caso se confirme o cenário prometido pelos aliados do presidente. Martins, porém, completa 65 anos em outubro.

Precisaria ser indicado e ter o nome aprovado no Senado nas próximas semanas.

Um terceiro candidato é o ministro João Otávio de Noronha, do STJ. No começo da tarde de terça, no mesmo momento em que se intensificavam as conversas sobre a vaga no Supremo, ele acolheu um pedido da do operador Fabrício Queiroz e suspendeu a tramitação, no TJ do Rio, da denúncia das rachadinhas contra o senador Flávio Bolsonaro. Noronha, porém, completa 65 anos na próxima semana. Precisa de um milagre político para virar ministro, mas está bem posicionado para influenciar a escolha de um possível novo nome.

Com as informações de O Bastidor

Contribua com o Jornal clicando nos links de publicidade, fazendo este gesto gratuito, você estará contribuindo com a única fonte de renda deste jornal, de quebra nos ajudando a crescer e a oferecer um melhor e mais abrangente serviço de entrega de informação independente. Para contribuições em dinheiro, consulte esta página.

Redação do Jornal Liga Patriótica

Redigido pela Redação do Jornal Liga Patriótica, extraído de diversas fontes

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo