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Represas foram esvaziadas para aumentar lucros, agora enfrentamos escassez e a população ficará com a conta?

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Em artigo de 02/07, o blog Monitor Mercantil, denunciou o esvaziamento proposital de represas para elevação de lucros das geradoras de energia, agora além do Governo pedir sacrifícios da população, esta mesma população arca com tarifas extras pela chamada “bandeira vermelha”. Segue o artigo na íntegra:

Reservatórios de hidrelétricas foram esvaziados para elevar lucros

O volume de água que entrou nos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras durante o último ano é o quarto melhor ano da última década, equivalente a 51.550 MW médios. No entanto, o volume de energia produzida por hidrelétricas ficou em 47.300 MW médios, ou seja, 4.250 MW médios abaixo da quantidade de água que entrou nos reservatórios no mesmo período, o equivalente a uma usina de Belo Monte.

“O fato é que entrou mais água nos reservatórios (energia natural afluente) do que saiu pelas turbinas para gerar energia (vazão turbinada)”, denuncia a Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), com base em dados oficiais do Operador Nacional do Sistema (ONS).

“É falso alegar que os reservatórios estão vazios por uma suposta seca no Sudeste brasileiro”, explica o MAB em artigo. Para a entidade, o esvaziamento dos reservatórios das usinas ocorreu em plena pandemia, quando houve uma queda média de 10% no consumo nacional de eletricidade.

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“Os reservatórios foram esvaziados sem que houvesse necessidade de atender a um aumento na demanda, uma vez que ela diminuiu.” Segundo o MAB, em diversas usinas, como Itaipu, a operação foi realizada “com evidente interesse de gerar escassez para explodir as tarifas. Toda essa água vertida poderia ter sido armazenada ou transformada em energia, sem aumento dos custos”.

Se algumas usinas jogaram água fora, outras foram acionadas para produzir acima da média, “principalmente as privadas, o que também levou ao esvaziamento”. “Aqui, predomina a lógica de que quanto mais vazios os lagos, mais alto é o preço”, acusa o MAB.

Sem hidreletricidade, acionam-se as termelétricas, muito mais caras. “E sabemos que, em geral, os donos das hidrelétricas também são donos das termelétricas.” Enquanto várias hidrelétricas estatais vendem energia a R$ 65/MWh, térmicas cobram acima de R$ 1 mi. A usina William Arjona (MS) foi autorizada pela a cobrar R$ 1.520,87/MWh, denuncia a entidade.

Cabe a investigação e responsabilização dos acusados? Ou a conta ficará como sempre nas costas da população? Ficaremos apenas com mais um pedido de desculpas?

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Marcel Guazzelli

Deus, Pátria e Família Redator Chefe do Jornal Liga Patriótica Presidente do Instituto MORAL (https://institutomoral.com.br)

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