Justiça

Petista que hostilizou Guedes protagonizou o “Caso dos Dólares na Cueca”

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José Adalberto Vieira da Silva, ex-petista e à época assessor do então deputado estadual José Guimarães (PT), no aeroporto de Congonhas com US$ 100 mil na cueca e mais R$ 209 mil em uma maleta, o chamado “Caso dos Dólares na Cueca”.

Guimarães, não chegou a ser julgado. Em junho de 2012, o determinou sua exclusão do processo. De acordo com o relator da ação, Benedito Gonçalves, “relação de amizade e companheirismo político e partidário não são o bastante para sustentar a instauração de uma ação de improbidade”.

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Versões

Nos meses que se seguiram à prisão de Adalberto, travou-se uma sequência de versões a origem do dinheiro. Inicialmente, seria fruto da venda de melões em São Paulo. Em seguida, o próprio Guimarães afirmou que ele seria usado por Adalberto e outro assessor, José Vicente Ferreira, para a criação de locadora de veículos em Aracati. O dono da cifra seria Kennedy Moura.

Entretanto, mais tarde, foi atribuída por Adalberto a um amigo empresário que nunca foi identificado. “Eu já expus muita gente nessa história”, alegou. Em 2010, desfiliado do e à frente de um mercadinho na periferia de Aracati, ele não quis se pronunciar. Sua defesa mantinha a versão e ele seguia tentando reaver o dinheiro apreendido, sem citar quem seria o verdadeiro dono.

Para a Justiça, porém, a era outra. O dinheiro teria sido entregue ao então assessor como forma de pagamento a Kennedy por facilitar a concessão de uma linha de crédito do BNB à Sistemas de Transmissão Nordeste (STN). Na época, o banco concedeu mais de R$ 300 milhões para a construção de uma linha entre Teresina e Fortaleza. Durante as investigações, a empresa sempre negou a acusação.

Redação do Jornal Liga Patriótica

Redigido pela Redação do Jornal Liga Patriótica, extraído de diversas fontes

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