ArtigosMarco Frenette

Exemplo estatal de marxismo cultural, ou o bandifeminismo

274Leituras
Frenette
Foto: Marco Frenette / Arquivo Pessoal

Por Marco Frenette

Entrei no site da estatal EBC – Empresa de Comunicação, e me deparei com a notícia do 1° Festival de Cultura Marginal. A reportagem nos informa que a idealizadora do projeto é uma menina de 20 anos que atende pelo codinome de “Meduza Braba”.

Marginal… Meduza Braba… até aqui, não há nada demais, apenas mau gosto, e pode ser entendido no sentido clássico da cultura libertária. Então, sigamos adiante…

A EBC, empresa estatal, lembrem-se desse detalhe, entrevistou Meduza; e ela declarou que é “preocupada com a desigualdade de gênero”, e também informou que é fundadora do grupo Black Panters Mob, os “Panteras Negras da Máfia”, e da Batalha do Caoz, um “grupo de rap formado por LGBT+ da Baixada Santista”.

Meduza Braba diz que é “MC de funk de favela desde criança”. Entendo com isso que, desde criança, ela está no meio de traficantes e de pessoas adultas ou adolescentes. Meduza Braba… Marginal… Panteras Negras… Máfia… Gênero… Caos… LGBT+XYZ… Crianças em ambientes potencialmente perigosos… Bom, até aqui, nada demais, então, sigamos adiante…

Leia também

A reportagem da EBC também informa que esse 1° Festival de Cultura Marginal terá entre as atrações a MC 777criminosa. Busquei um vídeo dela no Youtube e surgiu, que surpresa, a imagem de uma moça emoldurada por uma folha de maconha e notas de dinheiro.

Entre as coisas mais leves da composição, estão frases como essas: “Beija a boca dessa sapatão / Xota com Xota é revolução”, e o resto segue na linha de palavrões mesclados com elogios à bandidagem; e finaliza em grande estilo: “Pega o B.O. de amanhã que estou na capa”. Praticamente uma princesa, essa moça…

Entre os outros convidados do Festival estão a Bonekinha Iraniana e a DJ Nicão, que a reportagem nos informa ser a dona da produtora Black Pussy (“Xota Negra”). Meduza Braba… Marginal… Panteras Negras… Máfia… Gênero… Caos… LGBT+XYZ… Crianças em ambientes potencialmente perigosos… Criminosa… Sapatão… Xota Negra… Bom, até aqui, nada demais, não é? Então, sigamos adiante, e façamos a pergunta central.

Por que mesmo uma empresa estatal de comunicação se daria ao trabalho de entrevistar pessoas e fazer uma matéria sobre um festival devocional do crime e da sapataria como caminho revolucionário? É elementar, meu caro leitor, é porque o Festival é “realizado com recursos obtidos pela Lei Aldir Blanc, de incentivo à cultura”, como a EBC, orgulhosamente, nos informa.

Por tudo isso, sou levado a crer que a Meduza Braba tem mais juízo do que o povo da Lei Aldir Blanc e do povo da EBC, pois ela, em uma de suas “canções” em elogio ao bandifeminismo, avisa aos incautos que dão patrocínio e apoio aos da sua tribo: “No meu abismo não queira entrar / Até porque não vou te acomodar / No meu escuro eu vou te assassinar”.

Contribua com o Jornal clicando nos links de publicidade, fazendo este gesto gratuito, você estará contribuindo com a única fonte de renda deste jornal, de quebra nos ajudando a crescer e a oferecer um melhor e mais abrangente serviço de entrega de informação independente. Para contribuições em dinheiro, consulte esta página.

Redação do Jornal Liga Patriótica

Redigido pela Redação do Jornal Liga Patriótica, extraído de diversas fontes

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo